quinta-feira, 22 de maio de 2014

"ALDEIA DE UM PASTOR"

"ALDEIA DE UM PASTOR"

Aqui está um homem que ama a sua poesia.
Como ama os lobos e a beleza da natureza.
Sempre que cai a noite e é hora de recolher o gado
As cabras, as ovelhas, as vacas para o curral
Hoje o pastor teme contar menos cabeças de gado
Que encaminhou para os prados, lameiros
Uivam os lobos nas tardes vazias
Nubladas cheias de neblina
 O pastor procura o seu cão e a sua matilha
A alcateia anda a atacar os rebanhos e a assustar
Eles têm fome, quem lhes pode negar....negar alimento
Os habitantes da aldeia que ameaçam
Violar a Lei e matar os lobos
Não é novidade
Afinal eles já os matam e ficam escondidos e mortos.
Isto não pode continuar assim dizem os aldeões
Esquecidos os lobos, com os dentes estraçalham a poesia
A carne fresca do gado, onde nunca houve nem haveria de haver.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca