segunda-feira, 16 de abril de 2018

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(¸.OBSERVO

Observo a chuva miudinha
Que escorre, cai dos meus olhos
Lágrimas de dor, de alegria, de amor
As gotas tecem as palavras
Que a minha alma sente
Tecem e sente espontaneamente
Embalo as letras, embalo as palavras
Embalo a minha dor
Tentando compor versos ou talvez poemas
Poemas tantas vezes ausentes de mim
Ausentes do meu corpo
Palavras onde resmungam na minha boca
Há dias que as palavras escorrem
Escorrem para o papel
Escritas num telhado de telhas de barro
Escrita de sonhos em forma de rimas
Tantas vezes a inspiração adormece
Adormecemos num sono leve
E as letras descansam no papel
Talvez queiram ser apenas observadas
Ou apreciadas no pensamento
Do nosso silêncio.


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Derramei as lágrimas
Do meu coração e chorei
Num dia de chuva
Para não ver as lágrimas cair

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Onde
A minha alma
Secou-as simplesmente
Para que os meus olhos vedados
Sintam a chuva a cair
Cheios de amor ou não

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Amo tudo que é teu
Porque tudo de mim
Amara sempre tudo em ti
Nas tuas imperfeições
Já talvez tão perfeitas.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca.