sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O HOMEM

O HOMEM

O homem vive escravizado e parece que gosta
Na origem das capacidades ainda não realizadas
Representa o início das incertezas nos recursos
De ganhos potenciais, de habilidades muito inúteis
Na presença de Deus, nas conquistas já alcançadas
Seres imperfeitos nas capacidades não significativas
O homem não consegue a perfeição, é escravo de si
Sabe que vai morrer sem despedidas, sem palavras
Será somente uma sombra, um dia, numa curta viagem
Seremos novos, velhos empurrados para simples buracos
Com desejos, sem desejos, com rancor, sem rancor
No fim o vinho do porto ganhou o seu velho sabor
Dos gritos em delírio de dor, rasgando os soluços
Das mulheres de terço nas mãos em corrente de oração
Toda a morte é um tributo na aparência desnecessária.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca