segunda-feira, 3 de novembro de 2014

"OUTONO DOCE"


"OUTONO DOCE"

Ó vento leva para longe de mim
As preocupações, as angústias
Eu sou como uma folha seca
Que cai no mas belo jardim
Choro sozinha o sonho perdido
Numa estrada deserta sem destino
Vejo o passado morto e partido.
Grito, que alguém me tire daqui
Mas de mim só sinto pena
Árvore nua na crua paisagem
Emerge atirando os braços ao céu
Sucumbe o silêncio com à sua força
Da fria brisa despiu todos os ramos
Sobreviveu nos braços do inverno
Peito da terra a germinar o grão
Natureza que pinta as histórias da vida
Sou como uma folha seca esquecida
Ó vento leva para longe de mim
As preocupações, as angústias
Para não chorar sozinha o sonho perdido!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca