sexta-feira, 19 de setembro de 2014

EMBORA BANHADA

EMBORA BANHADA

Embora banhada se encontre a minha alma
Carrego em mim
Um segredo fechado a sete chaves
És a sombra que não deixo ir
A lua que espero para dormir
Na corrida do dia, na calmaria da noite
Venço sempre a tempestade
Pernoitando em ti
Rendendo-me e adormecendo em mim, em ti
Acreditei no teu amor
Colhi as tuas dores, banindo os teus temores
Embora banhada e perdida se encontre esta minha alma
Coloquei-te no meu peito
Refeito de emoções, cheias de silêncios.
Rosa desfeita em sílabas de dor
Amor sufocado de palavras nas noites solitárias.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca