terça-feira, 11 de março de 2014

"ETERNO INVERNO"

 "ETERNO INVERNO"

Há noites que são imensas como um eterno inverno
Feitas de montanhas mudas e ventos cortantes.
Noites de sonho ou realidade carregadas de volúpia
Vestiu-me de amor e despiu-me de saudade.
Desapareceu escurecendo os sonhos
Que trazem lembranças, nas asas velozes.

Há noites que tornaram-se pequenas torturas
Lutam de esperanças entre nuvens, aurora vencida.
O canto do pássaro à janela, cansado do silêncio já vencido
Sentimentos apalpados ao toque dos sonhos adormecidos.

Aquecido pelas notas musicais, nos ponteiros do relógio
Bebo o doce o amargo da agonia para esquecer.
A sombra dos teus olhos, tento esquecer a realidade
Cega de lembranças, adormeço e sonho noites melhores.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca