sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

💝"ENQUANTO"🍒╭✿💖


"ENQUANTO"

Enquanto lês, escrevo em silêncio
Enquanto fomos um do outro
Enquanto o terço for meu no teu
Enquanto o beijo tenha o gosto meu
Enquanto fizeres o meu abraço teu
Enquanto fores um berço meu
Enquanto eu for um sorriso teu
Enquanto fores um caminho meu
Enquanto eu for um abrigo teu
Serás amor e vida, bem vindo em mim


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

💝 SUSPIRO 🍒╭✿💖



SUSPIRO

Com a luz dos teus olhos
Sobre o brilho das estrelas
A praia é iluminada
Sente-se os reflexos da lua sobre o mar
Dançamos a música do mar, sobre as suas ondas
Passeamos com as nossas mãos entrelaçadas
Sentimos as nossas almas ligadas
Viajamos entre os nossos sonhos
Entre os nossos desejos
Suspiramos e beijamos-nos
Nas asas dos ventos, onde nós, nos amamos loucamente
Onde a nossa boca queima os nossos anseios.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

💝╭✿ ♥"CARRIL DE EMOÇÕES"╭🍒╭✿💖


"CARRIL DE EMOÇÕES"

Escrevo as palavras que atravessam a alma
Como um carril de emoções nos atalhos da vida
As letras viajam na escuridão dos túneis
Onde resvalam nos pedregulhos dos carris
Das vertigens do nosso silêncio.
As sílabas escoam os gritos descarrilados
O poema nasce da dor do poeta que morre de amor
Ventre sofrido ao parir as letras, de um amado sentido poema



 Palavras escritas na alma num carril enferrujado
Sem gestos nas mãos evasivas de um doce silêncio
Estação velha sem viajantes
Onde as palavras tem um travo amargo
O vinho em cima da mesinha de cabeceira esta azedo
As salivas fogem do poeta no bolso das calças



Historia inventada de palavras
Nos carris numa passagem de nível
Ferindo os pensamentos de gestos estranhos
Desperdiçando as palavras escritas numa folha em branco
Na memória de um poema nos túneis, dos atalhos da vida sem tortura.



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

🌺 ❣ღ 💘"ESPELHO ENCANTADO"🍒╭✿💖



"ESPELHO ENCANTADO"

Deste lado do espelho
Apenas eco de palavras.
Entre o silêncio que chama
Das minhas, das tuas incertezas
Assisto ao bailado dos dias que não entendo
Bebo este vinho entardecido numa garrafa
Que como eu não respirou.
Fogo em que me queimo, no silêncio espero
Vem-me à memória os dias em que o céu rasgou-se
Para trazer-me a embriaguez das palavras
É como beber a incerteza
E decantá-la no odor das palavras
Capto-lhes o sabor, bebo-as de esperança
Engano-me, como me engano aqui deste lado do espelho
O perfume do teu olhar, do teu corpo oferecido
Feito de lenha, para arder, queimar.
Soam as badaladas de um relógio maluco
Que resolveu cantar as Avé-Marias ao meu ouvido
Olhar suspenso de lágrimas cansadas
De um espelho numa casa vazia, abandonada
Por alguém que vos olha do outro lado do tempo sem sorrir!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

🌺 ❣ღ 💘"CALVÁRIO" 🍒╭✿💖


"CALVÁRIO"

Sofrimento, desprezível
Dum inútil invejoso
Com o terço nas mãos ajoelhado
Ferro quente cruel
Termo da crueldade humana
Lança perversa, madeiro companheiro
Pregado, sofrido, morto
Rastro de sangue derramado
Amado, odiado entre caminho de pedras
Monte calvário, a passos dados
Dores de amor, peito trespassado
Sangue do pecado só nosso
Onde foi consumado, madeiro nos ombros
Cordeiro morto inocente
Pedras quebradas, tesouro do mundo
Fonte de vida da pouca humanidade.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

🌺 ❣ღ 💘 AMO-TE 🍒╭✿💖MUITO


AMO-TE

Amo-te, em cada recomeço de mim em ti
Amo-te, nas noites frias de insónia
Amo-te, nas horas que padeço de saudade de ti
Amo-te, na ânsia sinto que me tira a calma
Amo-te, na liberdade que assola-me a minha alma
Amo-te, unicamente em cada batimento cardíaco
Amo-te, em cada pedaço meu em ti
Amo-te, em cada fragmento vivo no meu peito
Amo-te, nas horas que padeço de solidão
Amo-te, no silêncio marcado, calado de dor
Amo-te, da forma mais selvagem que há em mim.



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

🌼🙏"JARDIM DOCE"🍒╭✿💖


"JARDIM DOCE"

Os versos que te fiz meu doce amor
São os silêncios do nosso amor
Que enquanto as flores não crescem
Dormem os poetas nos sonhos merecidos
Por vezes escrevem, sem escrever
Palavras retidas a jogar com as letras escondidas
São frases surdas talvez mudas
Cegas de tanto amor, feitas de alegria
É tão cedo para me despedir das solarengas manhãs
De tentar esquecer a eterna magia das tardes
Só de lembrar-me do tempo e das noites tão vividas
Tudo o que sinto do que não foi esquecido
Está junto à porta, um vaso de orquídeas
Onde tocam uma melodia de violino divinamente
No jardim as folhas das árvores, dançam como bailarinas
Dou-te os meus pés descalços, das minhas doces manhãs
De flores perfumadas, sabores da nossa cozinha
Risos doce das crianças, pedaços da nossa felicidade.